RINITE ALÉRGICA

rinite-alergica

Rinite alérgica é definida como um transtorno crônico sintomático do nariz, induzido primariamente por exposição à alérgenos, com consequente inflamação da mucosa nasal.

Caracteriza-se pela presença de crises recorrentes de espirros, prurido nasal, coriza nasal hialina ou mucoide e obstrução nasal mais ou menos persistente.

Estes sintomas estão presentes em dois ou mais dias consecutivos e duram mais que uma hora na maioria dos dias. Podem ser desencadeados

por alérgenos inaláveis (da poeira domiciliar), mas também por outros fatores irritativos a mucosa nasal, como ar frio, fumaça de cigarro e outros odores ou poluentes ambientais, além de agentes ocupacionais, poeira de madeira, látex, trigo e pelos ou urina de animais, dentre outros.

Em conjunto com outros fatores conhecidos, a rinite alérgica é considerada como um fator de risco para asma. Além disso, com frequência tem associação com outras doenças como sinusite e conjuntivite alérgica, podendo ser descrita como rinossinusite ou rinoconjuntivite alérgica.

Os alérgenos inaláveis ou aeroalergenos, estão frequentemente envolvidos na rinite alérgica. O aumento dos alérgenos domiciliares é parcialmente responsável pelo aumento da prevalência da rinite, da asma e outras alergias. Os alérgenos presentes no domicílio são derivados principalmente do corpo e das fezes dos ácaros, pelos, caspa e secreções de animais domésticos, restos e fezes de insetos e fungos. Alérgenos comuns do meio exterior incluem polens de plantas e fungos.

O tratamento das alergias respiratórias geralmente inclui medidas de controle ambiental, farmacoterapia e imunoterapia.

Dicas para controle ambiental:

Evitar alérgenos, incluindo ácaros domiciliares deve fazer parte integrante de uma estratégia de cuidados ambientais. Estes cuidados incluem a retirada de tapetes, carpetes e cortinas, pois acumulam ácaros e fungos, uso de pano úmido na limpeza diária (sem varredura, para não dispersar no ar ambiente as partículas alergênicas da poeira), encapar colchões e travesseiros com material impermeável (para evitar o acesso a roupa de cama dos ácaros que colonizam a espuma dos mesmos) e evitar o contato com cães e gatos, além da fumaça de cigarro. As medidas relacionadas aos animais domésticos são as mais difíceis de serem implementadas quando os pacientes já os possuem em seu domicílio. Nesses casos, a limitação do acesso dos mesmos ao quarto de dormir e aos móveis estofados é uma alternativa mais fácil de ser alcançada.

Referências:

– Silva, E.C.F. Rinite Alérgica e Comorbidades. Revista HUPE. v.7, n.2, 2008.

 

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